"O QUE É PROJEÇÃO ASTRAL?
Todas as noites, nossa consciência deixa de se manifestar no corpo físico e passa a se manifestar livremente num universo infinito de coisas fantásticas e maravilhosas... Habituada a esta situação, nossa consciência anseia por se libertar desligando-se instantaneamente de um cérebro físico preso a crendices, medos, condicionamentos e limitações Entretanto, quando a pessoa começa a se libertar de suas "barreiras" e a transcender a si mesma, também começa a ocorrer um fenômeno conhecido por diversos nomes: projeção astral, projeção da mente, desdobramento espiritual, projeção da consciência, sair consciente do corpo físico, experiência fora do corpo (EFC), viagem astral, etc. Porém, para mim, que vivencio este fenômeno todas as noites, passei a considerá-lo como um estado de "CONSCIÊNCIA EXPANDIDA", através do qual, posso pesquisar, investigar, analisar, realizar experiências, etc..."

Somos Seres de Luz? Ou Vivemos na Luz?

Vivo fazendo experiências e tentando descobrir coisas…

 Esta noite (09/05/2004) ao sair projetado, percebi, por breves instantes, por detrás dos meus olhos físicos, ao me desprender, uma luz fortíssima que me fez “sentir” que era eu… Como se fosse emanada do meu íntimo, do meu interior.

 Será?

 Será que nós somos feitos de luz, oriundos da luz, ou vivemos na luz, sem o perceber?

 Há alguns anos atrás eu estava sentado em minha mesa no escritório e percebi minha sombra (a sombra do meu corpo físico) refletida em cima da mesa, na minha frente.

 Não havia luz natural ou artificial por detrás de mim… Naquele momento eu também havia percebido que era como se a luz viesse de dentro de mim.

 Esta impressão também aconteceu outras vezes… de repente, sem que eu esperasse, sem que eu provocasse.

 Há algum tempo atrás eu estava projetado e de repente percebi, a uma distancia de aproximadamente uns 60 ou 70 metros, o que me pareceu ser uma fenda de luz, conforme relatei há um ano (30/04/2003) no relato denominado “FENDA DE LUZ”

Vide: 

 

http://projecaoastral.com/experiencias/luminosidade-estranha-e-fenda-de-luz

 

Na época achei que poderia ser talvez uma brecha no que consideramos “realidade”

 Será?

 Será que nossa “realidade” é feita de luz e não percebemos?

 Será que nossa percepção é obstruída?

 Uma curiosidade: pode não ter nada a ver e pode ter outras explicações, porém, quando estamos no escuro, se colocarmos a ponta do dedo indicador na “bolsa lacrimal” (cantinho dos olhos próximo ao nariz) e o esfregarmos juntamente com a pálpebra inferior, veremos lampejos de luz, sob a pálpebra inferior. Já pedi para outras pessoas fazerem isto e elas também perceberam.


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  • 2 Comentarios Até agora

    1. Ana Paula Torres disse:

      Isso me lembra a metáfora da pequena alma e o sol:

      Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
      – Eu sei quem sou!
      E Deus disse:
      – Que bom! Quem és tu?
      E a Pequena Alma gritou: – Eu sou Luz
      E Deus sorriu.
      – É isso mesmo! – exclamou Deus – Tu és Luz!
      A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir. – Uauu, isto é mesmo bom! – disse a Pequena Alma.
      Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:
      – Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
      E Deus disse:
      – Quer dizer que queres ser Quem já És?
      – Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! – respondeu a pequena Alma.
      – Mas tu já és Luz – repetiu Deus, sorrindo outra vez.
      – Sim, mas quero senti-lo! – gritou a Pequena Alma.
      – Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira – disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
      – Há só uma coisa…
      O quê? – perguntou a Pequena Alma.
      – Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
      – Hã? – disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
      – Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. “Não seria um sol sem uma das suas velas… e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz – eis a questão”.
      – Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! – disse a Pequena Alma mais animada.

      Deus sorriu novamente.
      – Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão – disse Deus. – O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
      – É aquilo que tu não és – replicou Deus.
      – Eu vou ter medo do escuro? – choramingou a Pequena Alma.
      – Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
      – Ah! – disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

      Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
      – É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é – disse Deus – Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, – continuou Deus -quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.

      “Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!”
      – Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? – perguntou a Pequena Alma.
      – Claro! – Deus riu-se. – Claro que podes! Mas lembra-te de que “especial” não quer dizer “melhor”! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
      – Uau – disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. – Posso ser tão especial quanto quiser! – Sim, e podes começar agora mesmo – disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma – Que parte de especial é que queres ser?
      – Que parte de especial? – repetiu a Pequena Alma. – Não estou a perceber.
      – Bem, – explicou Deus – ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?
      A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
      – Conheço imensas maneiras de ser especial! – exclamou a Pequena Alma – É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
      – Sim! – concordou Deus – E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
      – Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! – proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. – Quero ser a parte de especial chamada “perdão”. Não é ser especial alguém que perdoa?
      – Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
      – Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim – disse a Pequena Alma. – Bom, mas há uma coisa que devias saber – disse Deus.

      A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
      – O que é? – suspirou a Pequena Alma.
      – Não há ninguém a quem perdoar.
      – Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
      – Ninguém! – repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

      Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados – de todo o Reino – porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
      Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
      – Então, perdoar quem? – perguntou Deus.
      – Bem, isto não vai ter piada nenhuma! – resmungou a Pequena Alma – Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.
      E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.
      Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
      – Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te – disse a Alma Amiga.
      – Vais? – a Pequena Alma animou-se. – Mas o que é que tu podes fazer?
      – Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
      – Podes?
      – Claro! – disse a Alma Amiga alegremente. – Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
      – Mas porquê? Porque é que farias isso? – perguntou a Pequena Alma. – Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
      – É simples – disse a Alma Amiga. – Faço-o porque te amo.
      A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
      – Não fiques tão espantada – disse a Alma Amiga – tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau – fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.
      – E assim, – a Alma Amiga explicou mais um bocadinho – eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a “má” desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
      – Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? – perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa. – Oh, havemos de pensar nalguma coisa – respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
      Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
      – Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
      – Sobre o quê? – perguntou a Pequena Alma.
      – Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
      – Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! – exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: – Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
      Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
      – O que é? – perguntou a Pequena Alma. – O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
      – Claro que esta Alma Amiga é um anjo! – interrompeu Deus, – são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
      – O que é que posso fazer por ti? – perguntou novamente a Pequena Alma.
      – No momento em que eu te atacar e atingir, – respondeu a Alma Amiga – no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento…
      – Sim? – interrompeu a Pequena Alma – Sim?
      A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
      – Lembra-te de Quem Realmente Sou.
      – Oh, não me hei-de esquecer! – gritou a Pequena Alma – Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
      – Que bom, – disse a Alma Amiga – porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
      – Não vamos, não! – prometeu outra vez a Pequena Alma. – Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

      E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
      E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
      E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza – principalmente se trouxesse tristeza – a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.
      Lembra-te sempre – Deus aqui tinha sorrido -, não te enviei senão anjos.


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